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Na minha Pele: leia, leia, leia!

Sempre busco encontrar novos olhares sobre diversos temas e pautas na sociedade. Quando vi que Lázaro Ramos havia escrito um livro para tratar um pouco sobre racismo, achei que era a hora de sentar e ler as palavras de quem sabe o que fala. Podemos usar os argumentos que quisermos, mas quando se trata de discriminação de raça, a voz de quem sente ou já sentiu na pele, terá cem vezes mais peso. Deixo claro que isto não é motivo para você cruzar os braços, a luta contra o racismo é de cada um que vive neste país, mas é preciso deixar eles nos guiarem.

Na minha pele foi publicado pela editora Objetiva, do Grupo Companhia das Letras, e trazna-minha-pele-2 em suas páginas as reflexões de Lázaro Ramos sobre temas como ações afirmativas, gênero, família, empoderamento, afetividade e discriminação. O livro não é uma autobiografia, mas Lázaro compartilha conosco um pouco de sua história e trajetória que faz ele ser quem ele é hoje e pensar como pensa hoje. Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismos, Lázaro nos fala da importância do diálogo. Não se pode abraçar a diferença pela diferença, mas lutar pela sua aceitação num mundo ainda tão cheio de preconceitos.

De uma maneira leve e sincera, o escritor nos mostra como diversas ações que passam despercebidas por grande parte dos brasileiros, são discriminatórias e alimentam cada vez mais o racismo enraizado da nossa sociedade. Lázaro Ramos, munido de diversas referências, consegue nos fazer enxergar e ficar atento com as mazelas que tornam o Brasil um país excludente, um país que veladamente extermina a raça que faz parte de suas origens.

Acredito que Na minha pele é uma ótima leitura para discutir o tema em salas de aula e contribuir para o incentivo da leitura. A narração fluida faz com que a voz de Lázaro Ramos ecoe na nossa cabeça conforme lemos cada palavra. A linguagem clara e objetiva nos faz sentir próximos ao escritor, como se estivéssemos assistindo ao seu programa Espelho, no Canal Brasil.

A dica é que leiam o livro, releiam se puder, conversem, discutam, analisem, observem e por fim, contribua com a luta contra a discriminação por raça. Se a mudança começar por você, pelos valores que você passa para seus filhos, amigos e família, já é um grande passo para tornar o país bom para ser negro, pardo, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta e qualquer outra cor, raça, gênero que houver neste mundão tão complexo.

 

“Não há vida com limite preestabelecido. Seu lugar é aquele em que você sonha estar” – Lázaro Ramos

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