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HQ de Clube da Luta 2 deverá ser lançada em breve no Brasil

Com todas as dez edições já lançadas nos EUA, a HQ Clube da Luta 2, continuação do livro escrito por Chuck Palahniuk e adaptado ao cinema por David Fincher, deverá, enfim, ser lançada por aqui. Apesar de não informar a data exata, a editora Leya, responsável pela distribuição da continuação, postou em redes sociais nos últimos dias que a HQ estará disponível nas livrarias do país em breve.

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A história se passa novo anos após o original, e o protagonista está casado com Marla Singer e ambos têm um filho de 9 anos, chamado Junior, com o qual ele não se dá bem. A trama também falará um pouco sobre as origens de Tyler Durden, indicando que ele pode ser uma entidade que existe há décadas, e não apenas uma invenção do narrador. Vários personagens do livro voltarão, e o Project Mayhem, que também será mencionado quando o protagonista precisa salvar a vida de seu filho.

“O livro original era uma reclamação sobre os pais – todos os problemas que eu tinha com meu pai, combinados aos problemas que meus colegas tinham com seus respectivos pais. Agora, estou na mesma idade que meu pai tinha quando eu falava mal dele e isso me fez querer revisitar essa história pela perspectiva do progenitor. Quero ver se as coisas estão melhores e porque esse ciclo se repete”, disse Palahniuk, que escreveu a sequência, em entrevista ao USA Today.

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O orfanato da Srta Pelegrine para crianças peculiares: uma boa ideia mal aproveitada

Meu primeiro contato com a história do livro, foi assistindo ao trailer da adaptação que será dirigida por Tim Burton. Quando tive a oportunidade de ver o exemplar físico, foi amor a primeira vista. O modo como a obra foi tratada, recheada de imagens sombrias e os detalhes pensados para dar mais suspense à história foram geniais. Foi nesse momento que decidi que iria comprar o livro.

A primeira frustração começou quando descobri que a Editora Leya não iria mais imprimir a O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiaresprimeira edição, a capa da primeira tiragem é muito mais assombrosa do que a que veio depois. Um pouco conformada e evitando pagar a mais pela edição que queria em sebos distantes, comprei finalmente o livro O orfanato da Srta Pelegrine para crianças peculiares, de Rasom Riggs.

Jacob cresceu ouvindo as histórias de seu avô sobre um orfanato com crianças diferentes e que eram capazes de fazer coisas inimagináveis. Com o passar dos anos, o garoto começou a deixar de acreditar na existência deste lugar e pensar na sanidade de seu querido vô. Após a morte trágica e inexplicável do membro da família mais próximo. Jacob entra em um colapso e começa a buscar explicações sobre a vida de seu antepassado, chegando à conclusão que, para entender esta história muito mal contada, era preciso viajar até a ilha onde fica o conhecido orfanato das histórias de criança.

A primeira impressão que eu tive é que o livro vende uma história, mas as páginas contam outra. O enredo é muito mais simples do que parece e não há nada de assombroso ou assustador. As famosas peculiaridades das crianças não encantam e são pouco aproveitadas. Quando comecei a ler, me livrei de todos os preceitos para me aprofundar na realidade do livro e suas anomalias, mas o que encontrei foi frustrante e pacato. Confesso, fui com a expectativa de entrar em um mundo novo, de sentir as mesmas sensações quando J. K. Rowling, me apresentou Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas isso foi impossível com a abordagem rasa do livro.

Peço para que todos que vão ler o livro, tomem cuidado ao criar expectativas, não se deixem levar pelo trabalho de capa e confecção do exemplar, a história é interessante, envolvente, mas bem diferente do que a a imagem do livro passa. Tirando a frustração que tive, o livro apresenta uma boa história, tem um bom clímax e um desfecho cabível. A história foi o suficiente para me deixar curiosa para ler a continuação, mas faltou um pouco para que eu recomendasse para meus amigos.

 

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Criador de Downton Abbey resgata o estilo Folhetim com Belgravia

Quem conhece  Downton Abbeysabe que não poderíamos esperar menos de Julian Fellowes. No dia 19 de julho, o escritor lançou, pela editora Intrínseca, sua mais recente obra dividida em 11 capítulos que foram publicados em e-book semanalmente. Essa foi uma forma de homenagear os antigos folhetins publicados que marcou época na literatura. Belgravia já tem todos seus capítulos publicados e agora pode ser encontrada em versão única e impressa.

Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.

Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.

No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.

Ficou interessado? Adquira Belgravia aqui.

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Longa de adaptação de Jane Austen ganha trailer de divulgação

A espera está chegando ao fim. Com data de estreia para 28 de outubro, aqui no Brasil, Amor e Amizade, ganhou trailer de divulgação nesse mês. O longa é uma adaptação da obra Lady Susan de Jane Austen.

A história se passa no século XVIII. Viúva há poucos meses, a bela Lady Susan Vernon (Kate Beckinsale) foge das fofocas sobre seus casos amorosos buscando refúgio na fazenda dos antigos cunhados. Lá reflete sobre a vida e decide arranjar um novo marido para si e um bom pretendente para a filha, Frederica (Morfydd Clark).

 O filme será dirigido por Whit Stillman, que também é responsável pelo roteiro da adaptação. O elenco conta com nomes como Kate Beckinsale, Chloë Sevigny, Morfydd Clark, Xavier Samuel, om Bennett, Stephen Fry e Jenn Murray.
Veja o trailer:

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Travessuras da Menina Má: um romance pela vida toda

Nobel de Literatura em 2010, o peruano Mario Vargas Llosa, lançou em 2006 o livro Travessuras da Menina Má. Mesmo com a sua avaliação positiva, a obra não se tornou popular no Brasil. É com grande honra que venho aqui contar um pouco da vida de Ricardito e a Menina Má.

O livro conta a história do romance pouco convencional entre Ricardo Somocurcio, um peruano passivo que tem como objetivo da vida viver em Paris, e Lily, a menina má. O enredo começa por volta de 1950, em Lima, onde Ricardo conhece a garota bonita e sensual que encanta todos os moradores do bairro de Miraflores. Lily recusa todos os pedidos de namoro feito pelo rapaz e, por força maior, eles se afastam e perdem contato.

Após alguns anos, Ricardito consegue um emprego em Paris e se muda para a Cidade Luz, onde sempre almejou morar. Vivendo sua vida pacata, eis que surge a garota que roubou o seu coração há alguns anos e não o devolveu. O único problema é que a “Peruanita”, como Ricardo a chama inicialmente, não é mais a garota que conheceu no passado, isso dá início a um romance cheio de idas e vindas por diversos países e com referências a acontecimentos que marcaram a história na segunda metade do século XX.

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O principal ponto que chamou minha atenção é como o romance se estenderia entre as décadas de 1950 e 1990, marcado por tantos acontecimentos históricos e, ainda assim, viajando por diversos países. Não é nada fácil fazer uma história como esta, em apenas 300 páginas, mas o autor conseguiu dirigir o enredo com maestria e não deixa nenhum ponto a desejar. Como pano de fundo do romance tempestuoso de Ricardo e a Peruanita, você embarca nas tentativas de revolução no Peru; na encantadora e revolucionária Paris da década de 60; Londres, nos anos 70, com drogas, sexo e a cultura hippie; Tóquio e sua mafia nos anos 80; e Madri em transição política nos anos 90.

Mesmo com o fato da história retratar cerca de 40 anos da vida dos personagens, o tempo parece não afetá-los. O escritor sempre nos lembra que os anos estão passando, falando as idades dos personagens. Com o tempo, os problemas de saúde surgem, os fios brancos aparecem, a pele vai ficando mais fina e o andar menos vigoroso… no entanto, quando estão juntos, o menino bom e a menina má são sempre jovens. Ele, o garoto apaixonado incondicionalmente, e ela, a garota inconsequente da história.

O contraste entre as duas personalidades que guiam a história chega a ser engraçado. Ricardo é um homem modesto, sem grande ambição, que só quer duas coisas na vida: morar em Paris e ter a Menina Má ao seu lado. Já Lily é uma personagem difusa; além de ter diversas identidades, sem que a sua verdadeira seja revelada, busca uma vida de luxo e frios na barriga. Quer sempre mais e nunca se contenta com o que tem.

Chega a ser um pouco irritante o modo passivo, e até fraco, com que Ricardo age durante os anos. Ele passa a ser aquele seu amigo que você avisa para não fazer algo que, descaradamente, fará com que seja ferido, e ele mesmo assim vai, faz, se machuca e vem remoer as magoas ao seu lado. Se não fosse pelas histórias e amizades que vão se desenvolvendo paralelamente à narrativa principal, creio que o livro seria um pouco cansativo. Mas os amigos que surgem durante a vida de Ricardo faz você conhecê-lo um pouco melhor e ser cativado pelo seu jeito bom e humilde.

O livro é dividido em sete capítulos grandes. Cada capítulo é um desenrolar da história romântica entre o casal, se passa em um país e te leva a acelerar a leitura, para saber como será o fim do romance, o qual você chega a acreditar que jamais terá fim. Travessuras da Menina Má é um livro diferente, que encanta de um jeito diferente e, por isso, precisa estar na lista de leitura de todos que apreciam uma narrativa bem construída, com personagens fortes e enredo criativo. É um romance que marca. Para sempre vou me lembrar do Ricardito e seu amor incondicional pela Peruanita e suas identidades.
Boa leitura!

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Os Miseráveis ganhará minissérie para a TV

Depois de musical, diversos filmes e até mesmo uma HQ, Os Miseráveis também estará presente em uma minissérie para a TV. A famosa história de miséria e esperança será adaptada em seis partes e será co-produzida pela BCC e Lookout Point.

O projeto será dirigido por Andrew Davies (conhecido pelo seu trabalho na adaptação de Guerra e Paz, que também foi produzido pela BBC e Lookout Point ) com a ajuda dos co-produtores Bethan Jones, Harvey Weinstein, Faith Penhale e Simon Vaughan.

Em um comunicado para a imprensa, Davies comentou sobre sua emoção de estar a frente da adaptação:
” Os Miseráveis é um grande título icônico […] A maioria de nós está familiarizado com a versão musical que oferece apenas um esboço fragmentário da sua história. Estou muito feliz por ter a oportunidade de fazer justiça real para Victor Hugo, finalmente, adaptando sua obra-prima em uma versão de seis horas para a BBC, com a mesma equipe que fez Guerra e Paz.”

A data de lançamento ainda não foi informada, mas um dos produtores, Harvey Weinstein, deixou escapar algumas dicas do que podemos esperar. Segundo Weinstein, a minissérie terá como objetivo intensificar a história original de Victor Hugo com um ar contemporâneo.

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Bienal de SP é oficialmente lançada nesta terça-feira

A 24ª  Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá entre os dias 26/08 a 04/09, foi oficialmente lançada hoje, dia 26/07, em evento que reuniu expositores, jornalistas e profissionais do livro. Com o terma Histórias em todos os sentidos, a Bienal desse ano contará com 12 espaços, com o objetivo de agradar os diferentes gostos literários do público presente.

Para as crianças, um dos destaques ficará por conta do espaço Mauricio de Sousa, que contará com atividades interativas, além de uma exposição sobre os 80 anos do criador da Turma da Mônica e um estúdio mostrando o trabalho dos profissionais que criam os personagens. No estúdio também será possível participar do processo de personalização e produção de uma publicação.

A Bienal 2016 apresentará melhorias no espaço físico, com corredores mais amplos, duas praças de alimentação, pontos de descanso, além de um app gratuito, que está disponível a partir de hoje, com toda a programação do evento.  Além das melhorias já citadas, esse ano a organização da Bienal fará a distribuição de senhas através do site, o que dará, em tese, mais conforto e praticidade nos eventos mais concorridos.

A programação começa a ser divulgada a partir do dia 1º de agosto. Os ingressos já podem ser comprados pela site da Tickets For Fun.

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Novo livro de Stephenie Meyer será lançado em Novembro

Stephenie Meyer, autora da série Crepúsculo, que teve mais de 6 milhões de exemplares vendidos somente no país, lançará The Chemist, primeira obra inédita em seis anos. No Brasil, o livro será publicado pela editora Intrínseca com lançamento simultâneo ao dos Estados Unidos em 15 de novembro.

The Chemist é um thriller de suspense sobre uma ex-agente do governo norte-americano que, ao ser perseguida pelos seus antigos empregadores, precisa aceitar um novo caso para limpar seu nome e salvar a própria vida. No entanto, em meio à pior batalha que já enfrentou, acaba se apaixonando por um homem que pode complicar ainda mais suas chances de sobreviver. E enquanto vê suas escolhas rapidamente diminuírem, ela deve usar seus talentos de formas que nunca imaginou.

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História da epidemia da zika será contada em livro

Será lançado, no segundo semestre desse ano, pela editora Civilização Brasileira, o livro Zika: do sertão nordestino à ameaça global. O livro, escrito pela antropóloga Debora Diniz, conta a história da epidemia zika a partir de um ponto de vista único: o nordeste brasileiro. A autora apresenta, por meio de entrevistas com cientistas e médicos locais e estrangeiros, além de mulheres nordestinas que tiveram bebês com mircrocefalia, um relato informativo e sensível sobre a epidemia.

Debora também é autora do documentário Zika, disponível no YouTube, e uma das colaboradoras do documento “Consulta sobre ética e zika: guias éticos sobre questões- chave no surto”, da Organização Pan-Americana de Saúde.

Assista ao documentário abaixo: